A AMUSEP realizou, em 21 de maio de 2026, uma reunião especial com prefeitos da região para debater o tema do aporte previdenciário municipal. O encontro teve como foco alternativas técnicas para o recálculo atuarial dos fundos de previdência, tema que impacta diretamente as finanças dos municípios e a capacidade de investimento em serviços públicos.
A pauta surgiu a partir de uma demanda levantada por prefeitos da região que identificaram, em suas gestões, um crescimento contínuo dos valores destinados ao aporte previdenciário, situação que tem pressionado os orçamentos municipais e reduzido a margem para investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Experiências municipais como referência
O debate contou com relatos de experiências concretas de municípios da região que já realizaram o processo de recálculo atuarial. Sarandi conseguiu reduzir seu aporte anual de R$ 22 milhões para R$ 6 milhões — uma economia de R$ 16 milhões ao ano que será reinvestida diretamente em serviços à população. Maringá, pioneira no processo, registra economia de R$ 150 milhões por ano após a implementação do novo modelo.
Os gestores compartilharam os caminhos percorridos e os resultados obtidos, destacando a importância de contar com suporte técnico especializado e de submeter o trabalho à aprovação do Ministério da Previdência Social, garantindo segurança jurídica ao processo.
“Uma das coisas que tem angustiado os prefeitos da nossa região é o fundo previdenciário. O aporte em alguns municípios é quase que direto. Trouxemos o André Grau, da FIPE, para colocar essa possibilidade para os outros municípios que estão passando pelas mesmas dificuldades que passamos em Sarandi e Maringá.” Carlos De Paula, prefeito de Sarandi
Entre os pontos debatidos, ficou evidenciado que a adoção de novas tábuas atuariais, aliada a ajustes nas regras de contribuição, pode resultar em economia significativa para os municípios sem comprometer a sustentabilidade dos fundos no longo prazo. A transparência com os servidores e o envolvimento dos conselhos previdenciários foram apontados como fatores determinantes para o êxito da iniciativa.
Fundação FIPE e o recálculo atuarial
A reunião contou com a apresentação de André Grau, coordenador da Comissão Técnica de Previdência Pública do Instituto Brasileiro de Atuária e representante da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), vinculada à USP. André expôs a metodologia utilizada no processo de revisão dos cálculos previdenciários e esclareceu que todo estudo elaborado passa pela análise e homologação do Ministério da Previdência Social, conferindo respaldo legal e técnico às mudanças implementadas.
Os prefeitos foram orientados sobre as etapas do processo e a importância de avaliar com cuidado as opções disponíveis antes de tomar qualquer decisão. A AMUSEP reforçou que a iniciativa tem caráter informativo e de apoio à gestão municipal, cabendo a cada município avaliar a pertinência e a viabilidade da medida conforme sua realidade orçamentária e previdenciária.
AMUSEP: suporte à gestão municipal
A promoção desse encontro reafirma o papel da AMUSEP como parceira estratégica dos municípios, promovendo o acesso a informações qualificadas e estimulando o debate sobre temas que impactam diretamente a capacidade de gestão dos prefeitos e prefeitas da região.
“A AMUSEP existe para aproximar os municípios de soluções concretas. Quando um prefeito encontra um caminho que funciona, nossa obrigação é levar esse conhecimento a toda a região.” Duda Armelin, presidente da AMUSEP e prefeito de Atalaia
A associação segue comprometida em oferecer aos municípios do Setentrião Paranaense espaços de diálogo, troca de experiências e articulação institucional que contribuam para uma gestão pública cada vez mais eficiente e orientada ao bem-estar da população.
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